Osteogênese imperfeita: a indicação seria de cirurgia ainda na infância

A Osteogênese imperfeita não é uma disfunção na qual o tratamento é feito apenas com suplementação de colágeno. É pertencente a um grupo de doenças genéticas raras caracterizadas pela fragilidade óssea e dos ossos. Popularmente, é conhecida como “osso de vidro”. 

De acordo com o médico ortopedista, Dr. Paulo Su, a indicação seria de cirurgia ainda na infância. Além disso, ele explicou o avanço na área da Medicina e dos possíveis tratamentos em conjunto com a Fisioterapia. “A primeira cirurgia no Amazonas com uso de haste telescopada foi feita no Hospital Getúlio Vargas e depois nos hospitais particulares”, informou. 

A paciente Lorena Moreschi contou sua história no tratamento da Osteogênese imperfeita. Entre outras informações, ela contou da sua primeira experiência com a Fisioterapia e do quanto a primeira abordagem não surtiu os efeitos que ela esperava: Ela também relatou que se pudesse, não teria feito cirurgia antes. “Na Fisioterapia já fiz os ‘choquinhos’ e a hidroterapia. Estou na cadeira de rodas para evitar a fratura de algum osso. Já quebrei as pernas antes. A minha primeira fratura foi durante o parto. Na hora do meu nascimento, o médico me puxou e após isso quebrei o braço em três partes”, contou. 

Lorena é acadêmica de Design, mas também já sonhou fazer faculdade de Jornalismo. Outro paciente também apresentou sua história. Foi o advogado Pedro Silva. “Minha primeira experiência com a Fisioterapia foi em uma Clínica-Escola. Percebi que os alunos tinham receio. Não tinham segurança da abordagem que deveriam ter comigo”, relatou.  

Algumas possíveis ocorrências em pacientes com Osteogênese imperfeita:

– Osteoporose risco de fraturas

– Escleras azuis 

– Dentinogenese imperfeita

– Hiperfrouxidão ligamentar

– COFOSE Diminuição da Acuidade Auditiva

– Sudorese Excessiva

– Deformidade da Coluna Vertebral

– Baixa estatura 

– Rosto Estatura

– Rosto em formato triangular 

– Hipotonia muscular 

As informações foram apresentadas durante palestra promovida pelo Grupo de Pesquisa em Fisioterapia Pediátrica, da Fametro, em Manaus, no Amazonas.

Ana Célia Costa

Acadêmica de Fisioterapia

Jornalista (DRT 326)